sábado, 8 de maio de 2010

Babados do Tarot

Deitar o tarô é um dos meus inúmeros hobbies - uma pessoa portadora de déficit de atenção sempre tem-nos muitos. Quase todos os meus amigos mais próximos sabem disso, o que me obriga a conceder o favor da leitura eventualmente para um e outro. Não sou um tarólogo, sou só um rapaz curioso. Por isso mesmo, ainda leio as cartas com meus livros e apontamentos me socorrendo o tempo todo. Mas o interessante é que, longe de tirar a magia da leitura, a mesma funciona do mesmo jeito. Meus amigos e familiares (os que gostam) sempre ficam assombrados com a precisão das leituras, e eu tenho uma teoria pra explicar a exatidão da instrução das cartas que passa meio longe do esoterismo, aproximando-se mais da parapsicologia e da física quântica. Como dizia Jung, em seus livros de psicanálise, o inconsciente coletivo é responsável por boa parte do que chamamos de manifestação sobrenatural, quando ela envolve contato entre dois seres humanos. No bolo entra a telepatia, a clarividência, e os oráculos. Assim, como qualquer outro oráculo, o tarô mostra para o consulente - aquele que quer saber algo, o abelhudo - tão somente o que ele precisa ou quer tomar ciência. E a escolha das cartas com faces viradas para baixo, nesse caso, não seriam aleatórias, mas sim escolhidas voluntariamente, através do grau mais simples de clarividência, que alguns até denominariam intuição.

Apesar de ter essa teoria em mente para explicar a leitura do tarô, por ser espírita, não consigo acreditar plenamente nessa linha de raciocínio. Me sinto mais confortável em acreditar que nosso espírito tem pleno domínio sobre nossas faculdades extra-sensoriais e dispõe das mesmas sempre que necessário, e de maneira quase infalível.

Você tá entendendo o que eu tô escrevendo? É que são mais de 3 da matina e eu tô aqui divagando sobre um assunto meio mala, morrendo de fome, mas com preguiça de ir até a cozinha preparar alguma coisa pra comer. E é desse jeito que estou aqui expondo meus pensamentos a respeito do meu tarô. Mas pra começo de conversa, eu preciso expor o que eu penso dessas cartas, desse oráculo, pra que depois que começar a relatar algumas leituras minhas que se tornaram clássicos entre meus amigos, você compreenda e ao menos dê-se ao luxo da dúvida antes de achar que é tudo invenção minha.

Ai, tô com fome. Vou comer, e se não estiver com preguiça de escrever, eu volto pra contar alguns "causos" meus envolvendo o tarô.

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